PROJETO ARTE E CIDADANIA EM HELIÓPOLIS

MÓDULO I - O DIA EM QUE TÚLIO DESCOBRIU A ÁFRICA
- REALIZADO EM 2009

MÓDULO II - NORDESTE/HELIÓPOLIS/BRASIL - REALIZADO 2010/2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MATARAM JOÃO NINGUÉM

Estamos sentido Uma dor profunda, e como não podia ser diferente escolhemos a arte para aqui representa-la e compartlharmos em forma de poesia. (esta poesia faz parte do livro A QUEDA PARA O ALTO. O primeiro espetáculo da Companhia de Teatro Heliópolis)


Mataram João Ninguém

Quando o próximo sangue jorrar
daquele por quem ninguém irá chorar,
daquele que não deixará nada para se lembrar
daquele em quem ninguém quis acreditar.
Quando seus olhos só puderem fitar o escuro
quando seu corpo já estiver inerte, frio e duro,
quando todos perceberem morto João Ninguém
e quando longe de todos ele será seu próprio alguém.
Tantas mãos, tantas linhas incertas,
tantas vidas cobertas, sem ninguém pra sentir,
Tantas dores, tantas noites desertas
tantas mãos entreabertas, sem ninguém pra acudir.
Qualquer dia vou despir-me da luta
pisar em coisas brutas, sem me arrepender.
Tão difícil ver a vida assassinada
quando estamos já tontos pra tentar sobreviver.
As perguntas sem respostas, sem nada,
as vidas curtas e desamparadas
o último grito que não foi ouvido
calaram mais um homem iludido.
E no mundo não dão mais argumentos
pra fugir aos lamentos
De quem sozinho falece.
de quem sozinho falece.
Para esses, não há mais compreensão,
não há mais permissão, para que se tropece.
Na televisão, o aguardo da cotação
um instante ocupado, para dizer morto João Ninguém
mas a aflição ataca, a cotação subiu ou caiu?
e João morreu... ninguém ouviu.
Eu vou distribuir panfletos,
dizendo que João morreu
talvez alguém se recorde
do João que falo eu.
Falo daquele mendigo que somos
pelo menos em matéria de amor,
daquele amor que esquecemos de cultivar
o qual com tanto dinheiro, ninguém jamais coroou.

Anderson Herzer

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Estamos trabalhando para que esta casa,hoje, nossa sede,volte a ter a grande efervescência cultural que já teve no passado. Essa é uma singela homenagem à Mariajosé de Carvalho,grande artista, que promoveu maravilhosos Saraus nessa casa quando ainda morava na mesma.Hoje ela  deve está por aí em algum lugar no cosmo(acredito),olhando e nos mandando a sua energia para continuarmos.Nos despedimos do ano de 2011, ano que foi muito positivo para nós, lhe homenageando.    

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

FELICIDADE

Fomos mais uma vez contemplados pela PETROBRAS, essa parceria já se estende pelo 3º ano consecutivo. É claro que isso é motivo de comemoração, nos sentimos confiantes e capazes de realizar com muito amor o nosso projeto “Arte e Cidadania em Heliópolis Módulo III – Um Lugar ao Sol”. Teremos muito trabalho em 2012, e, conseqüentemente com esse trabalho vem: Alegria, prazer, noites sem dormir, aprendizado e experiência.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Viva, Viva, Vivaaa!!!

Fomos indicados ao Prêmio CPT 2011, estamos honrados, afinal, são dez anos de luta e perseverança. Não podemos deixar de lado o nosso orgulho de está entre tantos nomes reconhecidos No teatro.
O sol brilha para todos, e, um dos seus raios caiu sobre nós; como é bom sentir essa energia.


Lista Prêmio CPT 2011
1° Semestre

1 - Dramaturgia: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1. "Marulho – O Caminho do Rio", Grupo Redimunho

2. "Luis Antônio Gabriela", Cia Muzungá de Teatro

3. "O Jardim", Leonardo Moreira

2 - Direção: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1. Leonardo Moreira, por “O Jardim”.2. Nelson Baskerville, por “Luis Antônio Gabriela”

3. Francisco de Medeiros, por “Espectros”

3 - Elenco: em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1. Cia. Hiato, por “O Jardim”

2. Cia. Clariô, por “Urubu Come Carniça e Voa”

3. Cia. Antropofágica, por “Entre a Coroa e o Vampiro – Terror e Miséria no Novo Mundo Parte 2″

4 - Trabalho apresentado em sala convencional

1. “O Jardim”, da Cia. Hiato

2. “Carne, Patriarcado e Capitalismo”, da Cia. Kiwi de Teatro


5 - Trabalho apresentado em rua1. “Aqui não Senhor Patrão”, do Núcleo Pavanelli

2. "A Noiva do Defunto", do Grupo Andaime de Teatro - Piracicaba


6 - Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1. Cia. Clariô, por “Urubu Come Carniça e Voa”

2. Cia Teatro Documentário, por “Pretérito Imperfeito”


7 - Trabalho para platéia infanto juvenil: apresentado em sala

convencional, rua ou espaço não convencional

1. Grupo Pé de Moleque, por “Logun-Edé – Uma Pequena Yorubópera”

2. Barração Cultural, por “O Tribunal de Salomão e o Julgamento das Meias Verdades Inteiras”

8 - Trabalho apresentado no interior e litoral paulista: em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1. Corpo Estável de Teatro de Jundiaí por “Lúdico Circo da Memória”

2. Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada por "Ditinho Curadô"


9 - Grupo ou Companhia revelação: do interior, litoral ou capital do Estado

1. Cia de Teatro de Heliópolis

2. PH2 Estado de Teatro

3. Grupo Contadores de Mentira, de Suzano

10 - Projeto Visual: compreendendo a integração orgânica entre os elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica - iluminação, cenografia, figurino, adereços e maquiagem

1. “Senhora de Dubuque” - Direção: Leonardo Medeiros.
Cenografia: Mira Andrade, Figurino: Verônica Julian, Iluminação: Beto Bruel, Projeções: João Paulo Azevedo (Vídeo e Fotoso)

2. “A Tempestade” – direção: Marcelo Lazaratto
Cenário: André Cortez, Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis, Figurino: Beth Filipecki, Renaldo Machado e Ed Galvão, Criação de Vídeo: Erike Busoni, Bonecos: GIRAMUNDO, Design de Bonecos: Beatriz Apocalypse, Construção e Acabamento de Bonecos: Beatriz Apocalypse, Ulisses Tavares, Israel Augusto, Giovanna Guimarães, Endira Drumond e Camila Polatscheck, Cenógrafa Assistente: Carol Bucek, Criação de Adereços: Cesar Rezende, Visagismo: Kleber Montanheiro, Maquiagem: Patrick Guisso, Atelier de Criação, Desenvolvimento e Confecção: Rogério França e Fernanda Garcia, Tricô: Ticiana Passos, Costureira: Maria Suely, Alfaiate: Hélio Vasconcelos.

3. “Luis Antônio Gabriela”- Cia Muzungá de Teatro - Direção: Nelson Baskerville
ILUMINAÇÃO: Marcos Felipe e Nelson Baskerville, CENÁRIO: Marcos Felipe e Nelson Baskerville, FIGURINOS: Camila Murano, VISAGISMO: Rapha Henry – Makeup Artist, VÍDEOS: Patrícia Alegre.

4. “O Jardim” - Direção e Dramaturgia: Leonardo Moreira
Cenário: Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira, Iluminação: Marisa Bentivegna, Figurinos: Theodoro Cochrane.

11 - Projeto Sonoro: compreendendo a integração orgânica entre os
elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica - palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia

1. LUCAS VASCONCELOS, por “Entre a Coroa e o Vampiro – Terror e Miséria no Novo Mundo Parte 2″
Músicos: Bruno Miotto, Bruno Mota, Frederico César e Lucas Vasconcelos.

2. BETO QUADROS, por “Um dia Ouvi a Lua”
Direção Musical: Beto Quadros, Assistente Direção Musical: André Braga, Arranjos musicais: Ernani Maletta e Beto Quadros.

12 - Ocupação de espaço: compreendendo sala convencional, rua ou  espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado

1. Grupo Redimunho

2. Cia. Antropofágica

13 - Publicação dedicada ao universo do teatro: suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de grupos e companhias teatrais, instituições ou similares

1. Aguinaldo Ribeiro da Cunha, por “Marcio Aurélio: O que Estava

Atrás da Cortina?”, Editora Imprensa Oficial

2. Tin Urbinatti, por “Peões em Cena - Grupo de Teatro Forja”, Editora Hucitec

3. Cia. Pia Fraus, por “Bonecaria Panorama do Teatro de Animação na Cidade de São Paulo”

14 - Grupo ou Cia com sede em “espaços fora de circuito comercial ou tradicional”

1. Cia. Encena – Jardim Jussara - São Paulo

2. Trupe Olho da Rua - Santos

3. Pombas Urbanas – Cidade Tiradentes – São Paulo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Manhã cinzenta. Friozinho. Coração quente.
Vamos falar sobre o amor e tudo que o cerca.
Esse é o tema: O AMOR.
Encontramo-nos, lemos algo sobre o amor, discutimos e a partir daí idéias vão brotando. O resultado? Ainda não sabemos, mas, vai ser muito bom, no mínimo prazeroso.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sementes do amanhã


Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia

E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DAS VANTAGENS DE SER BOBO

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Lispector